As causas e os perigos da obesidade infantil

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O dia 3 de junho traz um importante convite para a conscientização contra a obesidade infantil, um tema que está cada vez mais presente em nossa sociedade e exige atenção, informação e prevenção.

É muito importante para a saúde das crianças, que os responsáveis consigam identificar a obesidade infantil, a fim de tratar o quanto antes, e assim, evitar os danos físicos e até mesmo os psicológicos para a saúde ao longo da vida das crianças.

Vamos falar mais sobre os fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade infantil, seus efeitos no corpo e como combatê-la.

O que é obesidade infantil?

A obesidade é uma doença que é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a obesidade infantil de acordo com as médias de peso e altura por idade das crianças, pela curva de acompanhamento, e não apenas pelo IMC. De modo geral, as crianças que estão muito acima de seu peso e fora da curva podem se enquadrar nessa classificação.

Esse é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, a OMS estima que até 2025 o número de crianças com sobrepeso e obesidade pode chegar a 75 milhões.

No Brasil, a cada ano, são diagnosticados 2 milhões de novos casos, e 1 a cada 3 crianças de 5 a 9 anos está acima do peso.

O que a obesidade infantil pode causar?

Entre as doenças relacionadas com a obesidade infantil estão:

  • colesterol alto;
  • diabetes;
  • problemas ortopédicos;
  • asma e apneia;
  • disfunções no fígado
  • enxaqueca;
  • depressão;
  • isolamento social.

Além disso, a obesidade pode desencadear uma série de tipos de cânceres. A doença é considerada uma epidemia que deve ser combatida.

O que leva ao desenvolvimento da obesidade infantil?

A obesidade infantil é uma doença de causa multifatorial, ou seja, são muitas as coisas que levam uma criança a ser obesa. Os fatores mais comuns para o surgimento da obesidade infantil são:

Alimentação

O comportamento alimentar da família pode interferir nos hábitos das crianças. Atualmente é mais comum comprarmos comidas prontas ou industrializadas e reduzirmos o consumo dos alimentos mais naturais, que podem ser descascados, como frutas e vegetais.

É alto o consumo dos alimentos industrializados, hipercalóricos, cheios de açúcares e gorduras, o que desequilibra os hormônios e facilita o surgimento de compulsões alimentares.

O fácil acesso ao ultraprocessados, como salgadinhos, biscoitos recheados, doces e afins nas cantinas escolares também facilita esse comportamento. Especialistas especulam os fatores obesogênicos nas escolas, o que levaria a uma revisão dos cardápios destes locais.

Sedentarismo

Assim como houve uma mudança no comportamento alimentar da sociedade, houve também na prática de atividades físicas.

Com o aumento das atividades dentro de casa com os games e os programas de tv, as crianças reduziram as brincadeiras ao ar livre.

É importante que as crianças gastem mais calorias do que consomem. A saída são as brincadeiras tradicionais de correr, pular e andar de bicicleta e também, frequentar algum local em que elas possam fazer  uma atividade física regular, como escolas de dança, lutas, futebol ou natação, por exemplo.

Ansiedade

A saúde mental também impacta diretamente no comportamento de todos.

Em tempos de pandemia, e com a ansiedade em alta entre todas as faixas etárias, o ganho de peso nas crianças teve um aumento expressivo, afinal, o isolamento dentro de casa e o clima de tédio e incertezas acaba sendo descontado no aumento do consumo de alimentos e na redução de atividades físicas.

A falta de sono e a herança genética também colaboram para que as crianças tenham aumento de peso. Por isso, é importante o acompanhamento especializado.

Como evitar e tratar a obesidade infantil?

Por todos os motivos que apresentamos acima fica mais fácil entender a importância do dia 3 de junho, que convoca à conscientização e ao combate da obesidade infantil.

É importante acompanhar a alimentação dos pequenos e estimular bons hábitos, incluir atividades físicas e fazer o acompanhamento especializado com os pediatras.

O pediatra será capaz de identificar os primeiros sinais da doença e orientar sobre quais especialistas devem ser procurados a fim de modificar os hábitos da família, evitar e tratar a obesidade infantil.

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